sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Sempre acontece o inesperado!






Ela pensa em você
as vezes até demais
gosta de lembrar do seu jeito engraçado.
Ela não se cansa de esperar
naquele mesmo portão, enferrujado.
Ela está vendo que a rua continua deserta
ainda sim, todos os dia, antes de dormir
insiste em deixar a porta aberta.
Ela não tem medo do que pode acontecer
Mas será possível?Quando é que ela vai aprender?
Ela foi trabalhar,
deixou um bilhete pra você quando chegar.
Ela chora todos os dias
sem que ninguém perceba
e tenta encontrar alegria
num simples copo de cerveja.
E quando ela chega em casa e não te vê,
morre mais um pouco do seu coração
Então ela jura batendo no peito
que se você voltar não terá perdão
mas não tem jeito...
E ela volta pro portão.
A noite toda, todos os dias.
Sorrindo ela vê na Lua
o brilho da boca tua!





Bruna Sampaio

4 comentários:

PreDatado disse...

E depois?
Mais tarde na cama ela esquece tudo e no dia seguinte tudo recomeça.
Ai o amor...

Paula Barros disse...

Esses conflitos entre a razão e a emoção, entre o querer e o não querer.

abraços

meus instantes e momentos disse...

lindo poema, foi bom vir aqui.
maurizio

Sueli Maia (Mai) disse...

Olá, querida,

Coisa doce e terna, este poema. Eu me 'derreti' quando li: '...a rua continua deserta...ela insiste em deixar a porta aberta...'

Amei isto.
E, talvez isto fosse mesmo bom. Deixarmos portas abertas... Lindo!

Beijos.