terça-feira, 1 de abril de 2008



Noturna


Ela andava apressada
nem olhou ao atravessar
queria chegar logo em casa
precisava descansar

No meio do caminho
olhou a cidade vazia
só as luzes e a Lua
poucos carros na avenida

Tantos prédios e ninguém por perto
tanta gente e ela ali sozinha
a cidade parecia mais um deserto
cheia de luzes e poesia

Ela olhava pela janela
ventava frio, mas o céu estava estrelado
a noite nunca foi tão bela
seu coração enfim estava sossegado

Em seu olhar um único desejo
que o tempo parasse naquele momento
deixasse pra sempre a cidade daquele jeito
de solidão e luzes ao relento


Bruna Sampaio

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